quarta-feira, 15 de junho de 2011

Continuo fascinado com as montras desta cidade. Ainda acordo e sorrio com um sorriso enorme por estar aqui. Passei os últimos dias a camuflar-me nas ruas. A ver teatro. A ir a exposições. A ir a concertos em bares pequenos onde tocam artistas que ninguém conhece, mas que um dia viremos a conhecer.

Tudo parece estar a remar em nosso favor. A Sara está a adorar o seu emprego novo – já lhe deram o seu próprio projecto para desenvolver. Ela está completamente radiante. O Pedro diverte-se muito com as nossas caras. Ele parece já estar habituado a viver aqui. Ele deve olhar para nós como se fossemos ‘shiny and new’ como diz a Madonna. Ele já não acorda com o «nosso» sorriso. Pergunto-me se ficaremos como ele. Não me consigo imaginar assim. Contente por estar aqui.

Entretanto já comecei a procurar emprego. Ir a uma entrevista aqui é muito diferente do que aí. E eu já fui a 5. Numa dela saí de lá a chorar de tanto me rir, porque o homem era zarolho e eu ria-me sempre que dizia ‘I’ – (eye). Enfim. Amanhã vou a uma para um escritório.

Será que é errado não sentir saudades? Desculpa. Sinto saudades claro. Mas não sinto saudades. A Sara fica um pouco mais cinzenta de noite quando fala com a mãe e assim no computador. Eu não consigo. Pensei que fosse sentir um sufoco enorme por estar longe de vocês todos. Mas respiro bem.

Espero que esteja tudo bem contigo.

Beijos,

Diogo

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